um apertozinho
porque é como se estivesse a abandonar alguém a quem quero muito, mas com quem não posso ficar.
é empacotar as coisas, e pensar, estou a abandonar-te. vou deixar-te. eu que te quero tanto, mas não te posso manter nesta nova vida que escolhi. e parece-me que a casa ainda tem o calor que lhe conheci, o cheiro com que me recebeu.
e eu a pensar que estava sozinha nisto, que era só um momento emocional um laivo de uma sentimentalona que se apega às coisas que não quer deixar.
"ainda sinto um apertozinho quando passo pela minha velha casa", disse-me ela. é reconfortante esta compreensão. mas acho que vou ter sempre um apertozinho ao lembrar a casa que estou a deixar para trás.
é empacotar as coisas, e pensar, estou a abandonar-te. vou deixar-te. eu que te quero tanto, mas não te posso manter nesta nova vida que escolhi. e parece-me que a casa ainda tem o calor que lhe conheci, o cheiro com que me recebeu.
e eu a pensar que estava sozinha nisto, que era só um momento emocional um laivo de uma sentimentalona que se apega às coisas que não quer deixar.
"ainda sinto um apertozinho quando passo pela minha velha casa", disse-me ela. é reconfortante esta compreensão. mas acho que vou ter sempre um apertozinho ao lembrar a casa que estou a deixar para trás.

2 clic
At 5:21 AM,
Táxi Pluvioso said…
O Governo já está a tratar disso. Comprar: acabou-se. Alugar: com as rendas realistas, adequadas à nossa realidade económica, vamos voltar às barracas, primeiro de madeira, e quando formos mais ricos, consequência do programa de ajustamento, lá para o fim do século, construí-mo-las de tijolo e zinco.
At 5:57 PM,
gracinha, a artista do burlesco said…
vais ver... vão fazer habitação solidária. casas temporárias com rendas ordinárias de caras, sem condições, mas é preciso fazer sacrifícios, porque não temos almofadas...
Enviar um comentário
<< Home