o passo no vazio
passados sete anos sobre o início desta crónica, pergunto-me se não seria poético terminá-la, encerrando o ciclo com que a comecei.
esta crónica serviu para a terapia da minha separação, a que outras se seguiram. foram consecutivos altos e baixos, momentos risíveis outros dramáticos, uma combinação melodramática que coloriu a minha vida durante sete anos.
agora que estou a arrumar as coisas na minha casa, tenho a gata gracinha escondida debaixo da cama a dizer que não suporta mudanças, revejo estes sete anos com alguma atenção.
da minha casa levo prioritariamente as lembranças da família a que mais me apeguei, a minha caneca que me acompanhou nas diversas saídas da casa dos meus pais, a minha colecção de dvds e cds tão estimados e acarinhados, e alguns documentos. o resto, fica para depois.
vou deixar a casa desarrumada, como se soubesse que vou voltar amanhã, porque me arrependi. vou suspirar por esta casa e por voltar ao meu ninho que tão dedicadamente construí ao longo de cinco anos. mas se calhar está na hora de uma nova vida e de uma nova construção. uma que me assusta, porque a escolhi não porque estava mal na minha vida, mas porque está na altura de mudar e avançar.
foram sete anos em que cresci e mudei alguma coisa. foram cinco anos em que cresci e mudei alguma coisa. quantos anos a partir de agora? veremos...
não acho que vá terminar a crónica. não me parece. o seu propósito deverá continuar a cumprir-se. o meu canto, onde venho desabafar de vez em quando, apesar de ultimamente quase nunca... mas se calhar nesta nova vida que me espera, vou ter novas histórias para contar. vamos ver. vamos experimentar.
e com isto, lembrei-me que não avisei disto a mãe gracinha.
esta crónica serviu para a terapia da minha separação, a que outras se seguiram. foram consecutivos altos e baixos, momentos risíveis outros dramáticos, uma combinação melodramática que coloriu a minha vida durante sete anos.
agora que estou a arrumar as coisas na minha casa, tenho a gata gracinha escondida debaixo da cama a dizer que não suporta mudanças, revejo estes sete anos com alguma atenção.
da minha casa levo prioritariamente as lembranças da família a que mais me apeguei, a minha caneca que me acompanhou nas diversas saídas da casa dos meus pais, a minha colecção de dvds e cds tão estimados e acarinhados, e alguns documentos. o resto, fica para depois.
vou deixar a casa desarrumada, como se soubesse que vou voltar amanhã, porque me arrependi. vou suspirar por esta casa e por voltar ao meu ninho que tão dedicadamente construí ao longo de cinco anos. mas se calhar está na hora de uma nova vida e de uma nova construção. uma que me assusta, porque a escolhi não porque estava mal na minha vida, mas porque está na altura de mudar e avançar.
foram sete anos em que cresci e mudei alguma coisa. foram cinco anos em que cresci e mudei alguma coisa. quantos anos a partir de agora? veremos...
não acho que vá terminar a crónica. não me parece. o seu propósito deverá continuar a cumprir-se. o meu canto, onde venho desabafar de vez em quando, apesar de ultimamente quase nunca... mas se calhar nesta nova vida que me espera, vou ter novas histórias para contar. vamos ver. vamos experimentar.
e com isto, lembrei-me que não avisei disto a mãe gracinha.

3 clic
At 10:04 AM,
Táxi Pluvioso said…
Estive meio desaparecido porque o computador avariou-se e o seu arranjo demorou o seu tempo, concatenou, como tudo o que o português faz.
E com surpresa vejo que as medidas do governo estão a melhorar a economia portuguesa, pelo menos o mercado de arrendamento está em franco progresso, para se poder mudar de casa. A minha próxima mudança será para debaixo da ponte. Espero que a Soares da Costa continue a construí-las, que o poder político ainda seja dos patos bravos, perdão, isso era antigamente, agora são urbanizadores. good sunday
At 5:12 PM,
gracinha, a artista do burlesco said…
como a coisas estão, se calhar ainda podemos vir a ser vizinhos...
At 7:21 PM,
Ideias Claras said…
Mudar é sempre "Bem vindo"! =)
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